Ruínas de uma era dourada



Camponeses, trabalhadores urbanos e até nobres, em semelhante medida, dificilmente se aventuram mundo afora. Para eles, o que veem é tudo o que há...


Almas ousadas, contudo, sempre existirão. As estradas ermas chamam, e alguns se arriscam a deixar a segurança do lar, seja por riqueza, paixão ou necessidade.


Esses exploradores, navegantes, caravaneiros e mercenários viajam por locais distantes, levando com eles testemunhos de um mundo tanto fascinante quanto assustador. Para cada grande maravilha, as terras além do horizonte escondem também perigos terríveis.


De que os aventureiros falam?


Penhascos altos onde dragões fazem ninhos.


Rios que escalam montanhas ou mesmo fluem pelos céus.


Uma tempestade eterna sobre o oceano.


Uma imensa fenda no continente, na qual se formou um mar doce.


Ilhas nas alturas celestes, banhadas por mares de nuvens.


Terras ermas que exalam veneno de suas profundezas.


Uma ilha ameaçada por monstros titânicos dos mares.


Uma terra gélida em pleno trópico e outra, nem tão distante, cortada por rios de lava.


Túneis de vento que atravessam montanhas.


Ah, e as pessoas! Como são interessantes e diferentes os povos d'além! E que maravilhas criam!


É impossível ouvir tais histórias sem se contagiar por um misto de incredulidade e encanto. Para quem vê esse mundo formidável, é difícil aceitar que tudo não passa de uma sombra de um passado grandioso.


Essas maravilhas todas nada mais são do que sombras pálidas, ruínas de uma era dourada. O mundo como o conhecemos é resultado do retumbante fracasso da prepotência de um louco.


Estas terras a ninguém pertencem, Mas nem sempre tudo foi assim tão revolvido. Há muito, muito tempo existiu um reino Que se estendeu por todo o mundo conhecido...

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Zé Calabros na Terra dos Cornos
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As Crônicas Anímicas

© 2016 Tiago Moreira