Jornada para a Terra dos Cornos, parte 3 (ou: O Rei do Cangaço está vindo!)


Uma história não pode ser maior que o conflito que a norteia. É o vilão, pelo contraste, que mostra o valor dos atos do herói. O protagonista não existe sem o antagonista. Sempre gostei de vilões complexos. Seria muito fácil criar um antagonista unidimensional, sem escrúpulos, que o leitor odiaria e desprezaria simplesmente porque o personagem não é retratado como um ser humano complexo. Para mim, vilões precisam parecer pessoas reais. Eles devem ter sentimentos, motivações e ideias reais, com as quais às vezes o leitor possa até mesmo se identificar. "Talvez ele esteja certo", podemos hesitar em pensar. Em duas semanas, quando a jornada de Zé Calabros começar, você conhecerá um nome que pode não significar muito a princípio: "Severino". Mas este homem não é o único obstáculo no caminho. Seguem-no alguns dos maiores terrores da Cornália, que vão de pistoleiros a mandingueiros. Entre seus lacaios, há até mesmo aqueles que evocam virtudes e belas palavras, enaltecendo a justeza de sua causa sangrenta. Sonhos dourados costumam originar tempos sombrios. Conforme nossa história avançar, você conhecerá mais e mais dessa tenebrosa figura e, em algum momento, terá de julgá-lo: será esse homem (ou demônio?) vítima ou algoz? Seus fins justificam toda a violência e brutalidade? A cruzada começa. O Rei do Cangaço está vindo! Sangue e fogo lavarão a Terra dos Cornos. E o brado ecoará nos sertões: "Vida e morte, Severino!".

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Zé Calabros na Terra dos Cornos
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As Crônicas Anímicas

© 2016 Tiago Moreira