Jornada para a Terra dos Cornos, parte 1 (ou: faltam 30 dias!)

Há cerca de uma década, não me recordo exatamente quando, eu acabava de rabiscar um sistema de regras de RPG e começava a planejar uma nova campanha. Só tinha certeza de duas coisas: seria um ambiente de fantasia heroica, e o nome do cenário seria Anima ("alma"). Chamei os jogadores, expliquei rapidamente a premissa e deixei-os imaginar livremente seus personagens em conceitos gerais.

Aquilo daria origem a uma aventura grandiosa que durou mais de quatro anos, ao longo dos quais o rascunho de um mapa se tornou o embrião de um mundo com vida própria. Cada região visitada (ou apenas comentada) ganhou história e costumes, tecendo uma trama em que tudo se interligava.

Dentre as muitas nações, estava a "Cornoália", uma região surgida de uma anotação feita apenas para preencher um canto do mapa. O nome era uma brincadeira irreverente, uma corruptela de "Cornualha", com ênfase na palavra "corno". Somente alguns meses depois eu viria a pensar nos detalhes.

Quando os personagens puderam finalmente visitá-la em nossa campanha, encontraram ali um sertão árido, dominado por coronéis e assolado por cangaceiros. "A Saga das Dez Mil Balas", foi como chamei aquele arco de histórias. O objetivo: salvar aquela terra de um coronel metido a general, que conquistava terreno pela luta armada.

Agora, dez anos depois, eu volto a essa terra árida. E você, leitor, há de conhecê-la em todos os detalhes. Essa é uma região de injustiças e sonhos, de pobreza e esperança, de monstros e homens, de heróis e santos.

Agora, o Rei do Cangaço vem para lavar o sertão com sangue.

Além dos ermos, liberdade.

Pelo caminho, morte.

Através da jornada, justiça.

Faltam 30 dias!

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Zé Calabros na Terra dos Cornos
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As Crônicas Anímicas

© 2016 Tiago Moreira