Os Quatro Caminhos


Informalmente chamada de "Os Quatro Caminhos", a região entre os rios Chico Propício e Catengão é, depois do Vale Verde, a mais próspera da Cornália.

Devido aos dois grandes rios e às ocasionais chuvas vindas do mar, a área não é tão árida quanto o resto da Terra dos Cornos. Há porções de mata fechada, relativa abundância de água subterrânea e até mesmo presença de riachos e córregos.

Por isso, a região atraiu muitos colonos. Fazendas, vilarejos e sítios se estabeleceram nas proximidades dos bolsões verdes em meio à caatinga. A presença humana deu origem às quatro rotas que cruzam a área, ligando os assentamentos maiores do Vale Verde à Vila Maria, ao leste, e possibilitando o comércio com o distante reino de Dragona.

Mesmo que a região dos Quatro Caminhos não seja tão hostil quanto o resto da Cornália, contudo, ela tem seus perigos. A raridade das chuvas por vezes leva ao secamento de poços e cursos d'água, levando vilas e fazendas à ruína. Cangaceiros e outros salteadores frequentemente atacam as caravanas e assentamentos esparsos. E, por vezes, aparecem monstros vindos da Catinga Danada, como boitatás e tremenduás.

Fatos recentes demonstram a fragilidade da região. Há pouco mais de uma década, dragões volkoritas arrasaram as até então prósperas vilas de Itapopó da Mata e Vatapá do Sul. Nos anos seguintes, os perigosos cangaceiros do bando do Barriga D'Água assolaram as rotas, arruinando fazendas, matando coronéis e impondo sérias dificuldades às caravanas.

Apesar das dificuldades, os cornos são um povo resiliente. Sempre há homens teimosos tentando ganhar a vida na região. A vida dura nos Quatro Caminhos segue em frente.

Este artigo faz parte do Compêndio da Terra dos Cornos.

Livro Atual
Zé Calabros na Terra dos Cornos
Categorias
RSS Feed
Posts Recentes
Procure por Tags
Procure por Mês
  • Facebook Black Round
  • Twitter Black Round

As Crônicas Anímicas

© 2016 Tiago Moreira