• Tiago Moreira

Compilado: Tramas da Corte Dragonina


Tramas da Corte Dragonina, Parte 1
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Parte 1: Uma saga de cinco anos


Enfim, cá estamos: O Sombra Mascarado do Reino dos Dragões está muito próximo da publicação! Ainda parece ontem que lancei Zé Calabros na Terra dos Cornos, mas já faz cinco anos! Que longo e árduo caminho até chegarmos aqui!


Originalmente, eu planejava escrever O Sombra Mascarado em apenas dois anos! O que houve? Por que demorou tanto? Além da trama mais complexa, fui atrasado por problemas de saúde na família, a perda de meu pai e, principalmente, uma mudança no emprego que me pôs no cargo mais estressante que já ocupei... Este foi um período conturbado de minha vida. Para comparação: com Zé Calabros, cheguei a escrever dois capítulos por mês. Com O Sombra Mascarado, houve trechos que me tomaram cinco meses!


Mas valeu a pena! Tenho muito orgulho da trama que em breve se desvelará!


Quando comecei As Crônicas Anímicas, tracei como objetivo tornar cada volume uma experiência única. Há, é claro, uma grande saga se desenvolvendo, mas cada aventura ao longo dela há de ser uma experiência completa. Assim, o leitor não precisa ler os volumes anteriores para compreender a história atual e jamais encontrará um fim inconcluso ou insatisfatório em qualquer um dos livros.


O Sombra Mascarado cumpre esses critérios. É claro que, se você já leu Zé Calabros na Terra dos Cornos, o novo livro ganhará mais profundidade, mas ele não é uma simples continuação de seu antecessor. O matuto Zé Calabros e a astuta Atsumi Mara'iza retornam, porém o cenário, a trama e os demais personagens são completamente novos.


Os sertões e as cidades isoladas da terra dos cornos dão lugar às maravilhas e perigos de um grande império. Das batalhas entre coronéis e cangaceiros, passaremos às intrigas e jogos de poder da nobreza. E, à nossa heroica dupla, junta-se um elenco inusitado de figuras pitorescas, cada qual com seus objetivos, motivações e segredos.


A ameaça do Rei do Cangaço não é nada ante à que está por vir. Nem nossos heróis, nem você, leitor, estão preparados para o desafio que os aguarda! O Sombra Mascarado vem aí!


Tramas da Corte Dragonina, Parte 2
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Parte 2: O império da lei

"Preciso ir a Dragona", Mara'iza informou, provando o café. O gosto pareceu agradá-la. "Era o destino de meu navio, mas eu... caí no mar."

Desde o princípio de Zé Calabros na Terra dos Cornos, nosso objetivo era alcançar o "reino dos dragões". Enfim, no segundo livro da saga, nossos heróis chegam a seu destino.


Na verdade, quando você começar a ler O Sombra Mascarado do Reino dos Dragões, notará que os primeiros parágrafos de seu prólogo são iguais aos últimos do Conto Extra ao fim da aventura anterior. Conforme Mara'iza nos explica, ela e Zé Calabros chegam a uma terra muito diferente daquela que deixaram:

"Estamos agora na civilização, ogro!", ela respondeu num tom zombeteiro. "Duvido que tenhamos grandes perigos à frente. Aqui, há a força da lei e a autoridade de um rei!"

Com certeza, Dragona não é como a Cornália. Onde esta é controlada por vários coronéis independentes, aquela é um grande império unificado sob uma única coroa. Na terra dos cornos, as maiores ameaças à paz eram os cangaceiros unidos sob Severino Barriga D'Água, o Rei do Cangaço. No reino dos dragões, contudo, reina a lei e a ordem.


O que não significa que nossos heróis estejam a salvo.


Lei e ordem nem sempre correspondem a justiça e paz. E um único rei não é o mesmo que um único governante. Os conflitos em Dragona ocorrem nas sombras, motivados por influência pública e interesses particulares. Há no reino um ditado popular: "Não desperte o dragão". É um alerta para não se colocar no caminho de gente poderosa.


Porém, os recém-chegados Zé Calabros e Atsumi Mara'iza, mesmo que despreparados para lutar nessa arena, inevitavelmente se verão no cerne nela. Os resultados dessa imprudência podem ser terríveis: "Pela coroa e pela nação", também dizem os dragoninos, cheios de fervor patriótico. Ameaças ao reino não são toleradas, sob o risco de se atrair toda a ira dele.


Na Cornália, nossos heróis derrotaram as forças do Rei do Cangaço, mas estariam eles aptos a enfrentar os infindos exércitos da coroa dragonina? Infelizmente, esta é uma batalha que não têm como vencer.



Tramas da Corte Dragonina, Parte 3
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Parte 3: Subindo de nível


Zé Calabros e Atsumi Mara'iza, os dois protagonistas de Zé Calabros na Terra dos Cornos, retornam em O Sombra Mascarado do Reino dos Dragões. E isso traz oportunidades de os vermos em situações totalmente diferentes.


Zé carrega as cicatrizes da luta contra Severino Barriga D'Água. Ele vem a Dragona acompanhando Mara, mas também tem seu próprio objetivo: conhecer e aprender sobre os dragões, para um dia poder cumprir sua promessa de salvar as pessoas oprimidas em Vol'kor.


O sertanejo continua sendo o cabra-macho que sempre foi, um brutamontes com forte senso de justiça. Dragona, porém, lhe é um ambiente estranho, onde sua índole impulsiva pode ser muito prejudicial. Será que, desta vez, ele conseguirá segurar seus socos?


Os desafios de Zé não se limitarão ao autocontrole, contudo. Ele terá de lidar com os próprios sentimentos e compreender o ambiente em que se encontra, onde não é claro quem é amigo ou inimigo. Para um cabra de mente tão simplória, esses obstáculos podem ser mais perigosos que qualquer briga.


Já Atsumi Mara'iza, ainda sonhando em dominar todas as formas de magia, vai a Dragona estudar feitiços elementais. Para isso, a feiticeira gazzirana terá de conquistar a confiança dos nobres dragoninos e ser aceita na Academia Real de Artes Mágicas. Porém, enquanto se esforça para expandir seus talentos, Malinha ainda terá que confrontar inimigos de seu passado. Há consequências para a fuga de sua terra natal, Gaz'zira.


Nossos heróis serão testados como nunca antes. E ainda terão de lidar com um misterioso ladrão encapotado que espreita na noite. Quando seus destinos se entrelaçarem com o caminho do sinistro vulto, tudo ao seu redor começará a ruir...


Tramas da Corte Dragonina, parte 4: Questões de Família
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Parte 4: Questões de Família


O Sombra Mascarado do Reino dos Dragões tem todo um novo elenco de personagens, sejam eles heróis, vilões ou nem tão fáceis de se classificar. E, das muitas faces que você há de encontrar, talvez não haja grupo mais carismático e pitoresco que a família Foster.


Não é a primeira vez que esses personagens são mencionados n'As Crônicas Anímicas. Você pode não conhecê-los pelo nome, mas eles foram citados numa conversa entre Zé e Mara'iza, bem no epílogo do livro anterior:


"Calma, Malinha!", ele pediu, devolvendo-lhe o cajado. "Que diabos de carta era essa?"
"Era endereçada a uma das famílias nobres mais influentes na corte real", ela explicou, claramente irritada. "Era prova de minha proveniência e me garantiria estadia na cidade."

Você conhecerá esses novos personagens logo no primeiro capítulo, e eles trarão consigo histórias fantásticas e motivações nem sempre claras. O primeiro a surgir é o assustador mordomo, um albino de carranca sisuda e olhar de poucos amigos, mas, dentre todos eles, o que mais provavelmente se destacará é o ancião da família, um matusalém de sorriso sinistro e muitas memórias a contar.


Os Fósteres são orgulhosos de sua linhagem e zelosos de seus segredos. Sua história se mistura à do reino, mas seu sobrenome é por vezes sussurrado em contextos nada agradáveis. No ambiente de intrigas da capital, envolver-se com a família é se colocar em perigo.


E, por ironia do destino, é exatamente com ela que Zé e Mara se hospedarão. Resta saber quem, entre a família Foster ou a dupla de viajantes, traz consigo mais tribulações.


"Nós somos os Fósteres, desbravadores de caminhos. Viajamos a terras exóticas. Tratamos com povos longínquos. Nas trevas, sem temores, perseguimos a alvorada. Pois nós somos os Fósteres, e esta é a nossa morada."

Tramas da Corte Dragonina, Parte 5: Por trás da máscara
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Parte 5: Por trás da máscara


Ele caminha pelas ruas ladrilhadas da capital. Veste-se elegantemente, de fraque e cartola. A capa, no clima quente e úmido da região, pode ser exagerada, mas não incomum. À distância, na escuridão da noite, o vulto em nada se distingue de um cavalheiro qualquer, retornando de um espetáculo teatral ou de algum baile da alta sociedade.


Tudo parece normal, até você o encarar. Então, não vê um rosto, mas um véu negro, com olhos largos como os de uma coruja, de reluzir esverdeado. Só aí você se dá conta: não é um jovem mancebo nem um fidalgo cavalheiro! É o ladrão de casaca!


Ele está armado, com garrucha e sabre. Você se recolhe em terror, mas o vulto encapotado não ataca. Ao invés, desaparece como um espectro, sem fazer um único som. Você escapou ileso, mas, com certeza, alguém teve a casa invadida naquela noite.


Quem é o mascarado? O que ele quer? Há rumores aqui e ali. Alguns dizem que ele distribui as riquezas roubadas aos pobres das favelas. Outros, que mantém a maior parte para si. Contudo, dentre a nobreza, há quem suspeite de motivações mais sinistras.


Por enquanto, a misteriosa figura é tratada pelo povo e as autoridades dragoninas apenas como curiosidade e incômodo. Porém, quando seus verdadeiros objetivos se tornarem claros, todo o reino se verá ameaçado.



 

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